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A importância da lição de casa

Publicado em 24/04/2017 09:02
Categoria: Educação
A importância da lição de casa

A maioria dos educadores defende que o aluno deve ter espaço adequado, horário estabelecido para fazer as tarefas e ser incentivado pelos responsáveis para adquirir disciplina e autonomia no momento de realizar seu dever. 

 

Lição de casa: aquisição da autonomia

 

Edith Sonagere, orientadora de Educação Infantil, conta que as crianças de 3, 4 e 5 anos podem levar para casa atividades motoras, registros por meio de desenhos, exercícios matemáticos, coleta de dados, entre outras. A orientação de como os pais devem se comportar pode ser feita nas reuniões pedagógicas e por meio de entrevistas quando necessário. “Como na Educação Infantil as tarefas são simples e se reportam a conteúdos já trabalhados em sala de aula, solicitamos às famílias que apenas releiam as instruções e deixem os alunos fazerem a lição sozinhos. Caso a criança solicite ajuda, apenas deverão estimular o seu raciocínio”, diz Edith.

 

Esse panorama muda no 2º ano do Ensino Fundamental. Os pais são orientados a organizar a rotina dos filhos. Portanto, eles devem estipular horário, desligar a TV e o rádio e indicar um lugar adequado, onde a criança faça o dever sentada, com claridade e sem muitas interferências do meio. De acordo com a professora Rosilene Moutinho Arriola, nessa fase, a função do adulto é verificar se o estudante precisa de algum material específico – como revistas para recortar, por exemplo. “No fim, os pais podem rever a tarefa junto ao filho. Porém, também é importante valorizar o que está bem feito e chamar a atenção para o que poderia ser melhorado, pois é possível cobrar maior empenho com autoridade e carinho”, explica a professora.

 

O tempo dedicado ao dever de casa

 

Entre 6 e 7 anos, a criança não deve ficar mais do que uma hora realizando a lição diária. Passado esse tempo, ela se cansará e passará a fazer a tarefa com pouca qualidade. “Como nessa etapa escolar, ela também não consegue realizar pesquisas sozinhas, os pais podem ajudar selecionando o material, lendo alguns trechos juntos, pesquisando na internet, pois o aluno ainda está em fase de consolidação da alfabetização”, orienta Rosilene.

 

Aos poucos, entre 8 e 9 anos, esse tempo pode ser aumentado gradativamente. Assim, ao alcançar a faixa etária dos 10 e 11 anos, o estudante deverá ter em torno de duas horas para realizar suas tarefas.

 

O professor deve orientar

 

Os pais devem saber que o ideal para a criança que estuda de manhã é chegar em casa, almoçar, fazer um pequeno descanso para, depois, iniciar seus deveres. À tarde, sem um horário estipulado, ela se envolve em outras atividades, acaba se cansando e, à noite, não terá a mesma disposição para executar a lição.

 

O mesmo procedimento é válido para crianças que estudam à tarde. Embora algumas realizem a lição à noite, o melhor é reservar esse período para a interação familiar. Por isso, seria mais interessante fazer a criança acordar, levantar, realizar sua higiene pessoal, tomar o café, descansar um pouco e, então, iniciar suas tarefas. Assim, ainda sobra tempo para ela realizar outras atividades. De certa forma, com toda essa preparação, a disciplina se estabelece e a rotina de realização do dever de casa cria por si só um processo de estudo, que faz o aluno se sentir mais seguro e pronto para as próximas aulas. Consequentemente, quando ocorrer a passagem para o Ensino Fundamental 2, o estudante também estará apto a se organizar de acordo com os componentes curriculares, para obter o sucesso imprescindível aos seus estudos sem muitos sacrifícios.

 

O professor também deve determinar a quantidade e a diversidade de deveres que a criança terá que fazer em casa. Logo, é preciso relembrar sempre que, ao sobrecarregar o aluno, em vez de dinamizar o aprendizado, o máximo que se consegue é provocar o cansaço e o desinteresse pelos estudos.

 

Explique aos pais

 

Lição de casa não é punição e nem é dada para preencher apenas o tempo do aluno. Ela visa agilizar o processo de ensino-aprendizagem e para ser proveitosa deve ser feita em um clima prazeroso. Por isso, os responsáveis não podem demonstrar irritação quando a criança pede ajuda. Da mesma forma, também não é aconselhável ficar corrigindo tudo que os filhos fazem. Em vez disso, o certo é conversar com criança para descobrir quais são suas dificuldades e, então, apresentá-las na próxima reunião com os professores, para obter a orientação necessária para auxiliá-la em situações semelhantes.

 

Fonte: Ensino Fundamental/ UOL.

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